Os números de 2015

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2015 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.100 vezes em 2015. Se fosse um bonde, eram precisas 52 viagens para as transportar.

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O último vôo da andorinha solitária*

*Doutor em filosofia, Renato Janine Ribeiro é professor titular do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).

andorinha

A volta da filosofia ao ensino médio tem história. Em 1976, quando começava a lecionar filosofia na USP, fui dos que defenderam essa bandeira. A matéria constou do currículo até o fim da década de 60, quando o ensino médio – então chamado de “colegial” e dividido em “científico” e “clássico”, sendo que o primeiro tinha mais classes e alunos – sofreu um golpe em sua qualidade. A razão era óbvia. O regime militar não queria que os jovens pensassem. Daí, aliás, o destaque dado aos vestibulares “de cruzinhas”. Mais tarde, vim a saber qual a boa razão para saírem as provas dissertativas e entrarem as questões de múltipla escolha. Respostas em forma de redação eram uma loteria: a nota dependia do que “caísse” na prova. Lembro o medo que tínhamos, crianças, de sair o ponto que conhecíamos menos. Por isso, um exame com maior número de assuntos, cobrindo todo o programa, é mais justo. Gera poucas notas máximas, mas poucas distorções. Hoje, podemos chegar a uma síntese entre os dois modos de prova. O teste é útil para aferir conhecimentos obtidos. A prova dissertativa mede bem a capacidade de reflexão. O risco das múltiplas questões é ficar só na informação: o bom examinador é o que exige, mesmo nelas, um trabalho de reflexão. Já a dissertação é uma bobagem se for usada para avaliar apenas a informação adquirida. Seu melhor uso é quando a pergunta é inesperada – e se vê como o aluno elabora o imprevisto.
Discutíamos o ensino médio opondo conhecimento formativo e meramente informativo. A filosofia, como a sociologia, representava a qualidade. A alternativa seriam informações sem análise. Vendo de longe, estávamos no olho do furacão. A pior repressão se deu entre 1969 e 1974. A filosofia, em 1970, tinha saído das escolas. Mas daí a meros seis anos já víamos o ensino médio como degradado. Uma das causas disso foi, curiosamente, democrática. Existia um “exame de admissão” para entrar no ginásio, isto é, para passar do 4.º para o 5.º ano do primeiro grau. Era cruel: um vestibular feito por crianças de 10 anos. A esse preço, o ensino público era bom. Tínhamos colégios públicos melhores que os privados – mas eram poucos. Na zona sul de São Paulo havia o Alberto Levy, o Ennio Voss, o Alberto Conte. Ora, a ditadura arrebentou essa tranca e deu aos pobres acesso ao ginásio público, mas, degradando sua qualidade, acabou com o papel que ele tinha, de gerar elites.
Nesse quadro, muitos – entre outros, Marilena Chauí – nos mobilizamos pela volta da filosofia ao ensino médio. Queríamos espaço para a reflexão. Quem conhecia bem o assunto era Celso Favaretto, professor da PUC e, depois, da USP. Celso fez uma observação importante – e inquietante: o professor de filosofia, quando bom, tinha-se tornado o professor de reflexão. Mas com isso ele discutia qualquer assunto: cinema, comportamento, MPB. Daí vinha um problema. Embora filosofia seja uma atitude, um estilo, uma simpatia maior pela pergunta do que pela resposta, essa atitude não se constrói no vazio. Supõe um corpus de 2.500 anos. Sem isso, temos só um animador cultural. Mesmo ele, para funcionar, precisa ter adquirido um “estilo” que passa pelos nossos clássicos. Estudar estes últimos, aos 15 anos de idade, não é trivial. Requer cultura. Exige o domínio da língua, não só para ler, mas também para escrever. Quem domina todos esses matizes, quando a educação é degradada? Vivemos esse nó. Ele continua vivo e não é fácil desatá-lo. Por isso, perdi a fé no papel pujante da filosofia no ensino médio. Não adianta querer que os jovens “pensem” em abstrato: é preciso pensarem a partir de uma formação intelectual concreta. Isso não é fácil, quando a mídia deprecia o conhecimento – e quando o discurso escrito destoa tanto do mundo de imagens e sons em que, cada vez mais, vivemos.
Mas isso não quer dizer que a filosofia não tenha papel no ensino médio. Há um problema: dá para ensiná-la sem conteúdos filosóficos? E como evitar que eles sejam pesados e até incompreensíveis? O que defendo é que a filosofia não seja, no ensino médio, uma andorinha solitária. Se os alunos não conhecerem as riquezas da língua, não entenderão a precisão de um texto filosófico. A primeira parceria é, pois, com o professor de português. É parceria de mão dupla, porque a filosofia também pode ajudar, com os conceitos, a estudar a literatura. Como estudar o romantismo sem a filosofia romântica – uma filosofia que vá além das generalidades sobre Madame de Stael visitando a Alemanha? As outras parcerias podem variar. Penso na história, associando a filosofia com a política, a cultura, as descobertas; nas ciências, discutindo o “espírito científico” e suas mudanças no século 20 e 21; até na educação física, pois os filósofos pensaram muito o corpo (e muito contra o corpo…). Podemos desenhar programas de filosofia a partir dessas parcerias. Só receio uma filosofia sem aliados – e isso porque duas ou três horas semanais, o que me parece o mínimo razoável, é pouco, se não ressoarem no resto do ambiente. (Para comparar, no clássico tive três horas de filosofia por semana no 1.º ano, quatro no 2.º e cinco no 3.º. Era a matéria mais presente. No científico, ela aparecia só duas horas semanais, no 2.º ano). Também, desde que se preserve um conteúdo duro que seja filosófico, simpatizo com discussões sobre temas da vida atual. Mas essas discussões, nascendo da política ou da cultura ou do comportamento, não podem dispensar conteúdos filosóficos nem se pulverizar: gosto da idéia de ciclos de filmes, que dialoguem entre si, falando, por exemplo, na condição social dos personagens, no amor que vivem, na vinda do imigrante, na luta contra a opressão. Há muito espaço para pensar e, portanto, para a filosofia.

Cursos em 2015.

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Cursos 2015

Este post é para dar ciência dos cursos que serão oferecidos em 2015 pelo PCNP de Tecnologia da DE Adamantina. No momento da realização de cada curso, será enviado e-mail com maiores orientações e solicitação de confirmação da inscrição.

Breve descrição dos cursos:

Programa Intel® Educar – Fundamentos Básicos 2015

A tecnologia é um dos fatores mais importantes nas atividades do dia-a-dia das escolas e, estas,  precisam oferecer acesso a este recurso como apoio ao ensino e à aprendizagem. Para isso, se torna necessário o processo de formação dos professores no uso das novas tecnologias com o objetivo de aprimorar as práticas de ensino e, por consequência, melhorar o nível de aproveitamento do aluno em relação aos conteúdos do currículo, ao preparo para sua vida profissional e à sua atuação de forma crítica e colaborativa na sociedade. O Programa Intel® Educar – Curso Fundamentos Básicos foi criado para ajudar os professores a assimilar conhecimentos básicos de tecnologia e a desenvolver abordagens de ensino-aprendizagem para o século XXI. Carga Horária: 40 horas. Público-alvo: QM. Este curso poderá ser ofertado somente nas escolas em que o PC ou um professor que participou do Intel Educar Fundamentos Básicos em turmas anteriores assuma o compromisso de ser tutor da turma. Deverá ser cursado e ministrado fora do horário de trabalho. Período possível de criação de turmas: de março a outubro. Entrar em contato com o PCNP de Tecnologia na D.E.

Programa Intel® Educar – Série Elementos: Aprendizagem Baseada em Projetos 2015 – 1ª  edição

O curso Série Elementos “Aprendizagem Baseada em Projetos” usa cenários específicos de sala de aula, estimulando os professores a explorar características e benefícios da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). Através do curso, professores consideram suas experiências práticas, conforme acompanham uma simulação, um professor novo sendo introduzido  à metodologia de aprendizagem baseada em projetos e discutindo estratégias com seu tutor. Carga Horária: 60 horas. Público-alvo: QM. Curso totalmente à distância. Previsão de inscrição de  turmas em março e em agosto. Pré-Inscrição clique aqui.

Programa Proinfo Integrado –  Introdução a Educação Digital 1ª edição

Em parceria com o MEC o curso visa oferecer aos professores e gestores escolares, a utilização de recursos tecnológicos, tais como: processadores de texto, apresentações multimídia, recursos da Web para produções de trabalhos escritos/multimídia, webquest, mapas conceituais, metodologia colaborativa, trabalho com projetos e outros. Carga Horária: 40 horas presenciais e 20 horas à distância. Público-alvo: QM. Pré-inscrição clique aqui.

Windows na Sala de Aula 1ª edição

O curso Windows na Sala de Aula é desenvolvido em parceria com a Microsoft e proporciona aos educadores da Rede, partindo dos recursos do próprio sistema operacional e com a agregação de diversos outros produtos gratuitos oferecidos pela Microsoft, um leque de diversas possibilidades no uso de ferramentas Microsoft, no contexto educacional. Carga Horária: 60 horas à distância. Público-alvo: QM. Pré-inscrição clique aqui.

Pilares da Educação Digital 1ª edição

O curso Pilares da Educação Digital é desenvolvido em parceria com a Microsoft e traz uma proposta para trabalhar com as possibilidades das tecnologias informatizadas na educação, principalmente com fundamentos referentes à pesquisa de informações. Carga Horária: 60 horas à distância. Público-alvo: QM. Pré-inscrição clique aqui

Ensinar com Tecnologia

O ensino com currículo de tecnologia é projetado para ajudar os educadores a desenvolver uma compreensão mais profunda de como a integração das TIC pode melhorar o ensino e aprendizagem, experiência e habilitar os alunos para adquirir habilidades do século 21. Entre muitos benefícios, o curso em questão  é livre e alinhado com o quadro de competências TIC da UNESCO, para professores. Carga Horária: 60 horas à distância. Público-alvo: QM. Pré-inscrição clique aqui

Internet Segura

O curso Internet Segura  tem como objetivo instrumentalizar os integrantes dos quadros da Secretaria de Estado da Educação do Estado de São Paulo e estagiários do Programa Acessa Escola, no uso adequado dos recursos da Internet, sobretudo nos aspectos relacionados  sobre os aspectos básicos sobre a Internet, seu funcionamento e recursos e as questões de segurança que envolvem o seu uso, na Web, nos e-mails e também a  aspectos relacionados a ações ilegais na utilização destes recursos. Carga Horária: 40 horas à distância. Público-alvo: QM e Estagiário Acessa Escola (Universitário/Ensino Médio). Inscrição no site da EFAP em março.

A disposição.

Abraços.

Ricardo.

Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.900 vezes em 2014. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.

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EE Idene Rodrigues dos Santos- Alunas pesquisadoras

 

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Trabalhos da II feira de Profissões – FUNDEC

CONSUMO EXAGERADO

Aluna: Ingridi Lilian de Melo Araújo – aluna da 3ª série C do Ensino Médio da escola E.E. Prof. Idene Rodrigues dos Santos.

Professora Orientadora: Aline Nogueirol de Mendonça Lobo

 

PERSPECTIVAS ENTRE JOVENS DO TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO EM ESCOLA PÚBLICA E PRIVADA NO MUNICÍPIO DE JUNQUEIRÓPOLIS

RESUMO

O presente trabalho teve como objeto de estudo duas escolas da cidade de Junqueirópolis, no interior do Estado de São Paulo, sendo uma da rede privada de ensino e a outra da rede pública. Os estudantes responderam questões de múltipla escolha e questões discursivas a respeito do tema: “Perspectiva de futuro”. Foram levadas em consideração as diferentes visões de mundo através do meio que o jovem está inserido, mesmo que estejam em uma mesma cidade, mas com vivências distintas em suas famílias, amigos e professores, os quais sem dúvida exercem grandes influências sobre o “eu” do adolescente, junto de seus anseios para a vida adulta, seus sonhos e suas metas. Quais informações lhes estão sendo passadas e como estão sendo construídas? Quem os motiva? Quais seus sonhos? O que fazem para realizá-los? E se pretendem continuar tentando realizar aquilo que perseguem, mesmo se não realizarem de imediato. Levantaremos hipóteses das diferenças destes grupos quando comparados. Nota-se uma construção de identidade nos jovens, que buscam realizar aquilo que os satisfazem, dentro daquilo que lhes é mostrado, mesmo com falta de informações para alguns jovens junto com outros empecilhos, a dificuldade financeira, por exemplo. Mas pressupomos que tudo pode ser superado com a força de vontade, assim como alcançar um curso Superior, pois lhes são voltadas várias políticas para a realização desse objetivo.

Que estas iniciativas e trabalhos se multipliquem e se tornem rotina em nossas escolas.

Parabéns alunas protagonistas e a professora Aline por apoiar e motivar os alunos.

 

Ricardo.

Linha do Tempo- EE Idene Rodrigues dos Santos

Os alunos da 3ª série C do Ensino Médio da E. E. Prof. Idene Rodrigues dos Santos realizaram o projeto “Linha do Tempo da Filosofia”, onde fizeram uma pesquisa sobre os filósofos de cada período. Reproduziram em um painel na sala de aula com o intuito de uma coletânea de filósofos para que os alunos das 1ª e 2ª séries possam ter uma referência sobre os períodos da filosofia e compreender as correntes filosóficas.

Parabéns alunos da 3º série C  e a prof. Aline pela iniciativa e coordenação da atividade.

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EE Salvador Ramos de Moura. A importância da filosofia na educação infantil: “DESENVOLVENDO SERES PENSANTES”

Boas ações com Filosofia

Projeto de Iniciação Cientifica apresentado no CICFAI-2014

A importância da filosofia na educação infantil:
“DESENVOLVENDO SERES PENSANTES”

Alunas:

Mariana Gomes De Oliveira Sales
Polyanna Luperini da Silva
3ª série A
IMG_20141023_110332 IMG_20141023_115116 IMG_20141023_115230EE Salvador Ramos de Moura
São João Pau D`Alho -SP

Palavras chaves: Educação Infantil, Filosofia, Escolas Publicas e Aprendizado.

A filosofia é uma ciência que é muito importante para a vida dos cidadãos em geral, ela abre a mente, desenvolvem seres pensantes, ajuda na compreensão do mundo, faz com que construímos um aprendizado e uma reflexão sobre saber ouvir e dizer o que pensamos e nos ensina a aceitar a diferença.
Buscamos desenvolver um programa de filosofia escolas publicas com crianças que estão começando a descobrir o mundo, através de atividades de diálogos e reflexão, construindo um aprendizado aprofundado. O programa contaria com um professor capacitado na área de filosofia, onde ele teria aulas inteiramente diferenciadas com rodas de conversas, atividades fora da sala, e depois da reflexão dos temas utilização de artesanato e colagem, em geral tudo para que as crianças mostrem e desenhem o que pensam e sentem sobre o tema abordado e utilização da mídia.
O nosso objetivo e criar com os alunos uma atividade saudável e divertida, onde a filosofia passe a desenvolver um aprendizado para a vida toda, ajudando eles a quererem e aprenderem a solucionar os temas do mundo e tentarem achar uma alternativa, como também com o programa melhorar as outras atividades praticadas por eles. Essas atividades são tão importantes que as melhores escolas do mundo já fazem esse programa e eles tiveram bastantes resultados, e é o que buscamos para o Brasil resultados melhores para a educação infantil.Desenvolvemos em nossa cidade uma atividade com os alunos do ensino fundamental, como um teste com a 6série, e tivemos resultados bastantes positivos, como também além de por em prática o que pensamos, formulamos um projeto sobre programa de filosofia em escolas publicas com crianças com o nome “DESENVOLVENDO SERES PENSANTES”, onde mandamos o projeto para a câmara e estamos esperando os resultados. Pois sabemos que se desenvolve a educação, como consequência se desenvolve o aprendizado e o país. Como Michel de Montaigne disse “Entre os estudos, comecemos por aqueles que nos façam livres”. “Uma cabeça bem-feita vale mais do que uma cabeça cheia”. A filosofia tem um grande papel nisso e é isso que estamos buscando, futuros seres pensantes.

Referências:
MONTAIGNE, Michel de. Da educação das crianças.
http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/filosofia-para-criancas.htm
Amélia Hamze ProfªdaFEB/CETEC ISEB/FISO-Barretos ahamze@uol.com.br

Parabéns as alunas e a prof. Giovana que orientou e desenvolveu a ação junto com as meninas e toda equipe Gestora pelo apoio e incentivo.

…o essencial é invisível aos olhos…Saint Exupery.

Ricardo.