“O maior segredo da felicidade é estar bem consigo mesmo”.

Fontenelleno já dizia isso no século XVII. Os sábios gregos e romanos da Antiguidade não diziam nada diferente quando afirmavam que a felicidade é uma tomada de consciência, um bem-estar proporcionado pela aceitação das coisas tal como vêm.

Assim, pra ser ter a esperança de ser feliz bastaria a decisão de ser simplesmente… feliz!

Ou indo direto ao ponto: contente-se com pouco, não deseje nada e você descobrirá a bem-aventurança.

É bem verdade que tais noções parecem bastante abstratas nos tempos atuais, numa época em que o ter e o aparentar aparecem como dogmas – tudo parece basear-se na aparência, no superficial, na ilusão.

É como se em nossos dias a felicidade, ao invés da renúncia, se reduzisse no oposto, no querer sempre mais – mais dinheiro, mais reconhecimento, mais tempo, mais férias, mais sucesso (seja lá o que isso signifique)…

Ou seja: todas as contrariedades normais, as preocupações financeiras de rotina e os pequenos dissabores diários que pontuam nossas existências parecem-nos obstáculos para a felicidade.

De um lado insuficiência de bens materiais, de outro lado excesso de aborrecimentos…

Exigimos cada vez mais, nos impomos cada vez mais condições…

Mas descubra algo diferente e surpreendente: a felicidade não é tão exigente quanto nós.

Ela se contenta com pouco!

É silenciosa, ao invés de barulhenta, e só se manifesta na quietude e nas pequenas coisas.

É um raio de sol que se entra pela janela do quarto ao amanhecer, é um livro aberto, uma xícara de chá bem quente; são as crianças que brincam alegres na rua, é abrir os olhos e olhar, estar presente, descobrir-se vivo!

Ser feliz é isso: estar simplesmente presente.

E em harmonia consigo mesmo. (Irineu Toledo)

Ótima Semana!

Ricardo.

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