A força da Nação

Luiz Antonio Silva, palestrante e facilitador da PHAROL-RH



Sabemos o quanto o Brasil tem perdido seu tempo. São séculos de letargia. No entanto, segundo Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, o grande diferencial do Brasil em relação aos outros países é a sua força como nação. A pergunta a ser feita então é: Como o Brasil pode aproveitar essa força de nação e recuperar o tempo perdido?

Acho que o primeiro desafio é integrar nossa economia, ou seja, o Norte e o Sul. Há ainda um longo caminho a percorrer, mas estamos caminhando, afinal o Norte ainda é depauperado e falido, porém nós somos críticos demais. Se colocarmos o progresso brasileiro num gráfico, e observar a tendência e eliminando os extremos a nossa curva de desenvolvimento é uma das mais fortes da história. Porém, nós os brasileiros gostamos e parece que só acreditamos em extremos, ou seja, só se comenta quando estamos lá no alto, ou lá embaixo, e esquecemos o meio.

Nestes últimos cincoenta anos nós passamos por cinco “booms” econômicos e mais uma meia dúzia de colapsos. Isso quer dizer o quê? Que o forte de nossas empresas e de nossa gente é a maleabilidade e a resistência. Não crescemos tanto quanto o Japão e a Coréia do Sul, mas crescemos tanto quanto o sul da Europa, o que não é desprezível, apesar dos governos que temos. Você pode me perguntar: Como entender então a Austrália que estava muito atrás de nós e atualmente é bem mais avançada? A Austrália apesar de ter um grande território é um país pequeno, formado por poucas cidades, ao contrário do Brasil.

Outro fator foi a quantidade de imigrantes qualificados que foram para lá neste século 20. Primeiro foram os europeus, depois os asiáticos, e isso mudou a Austrália. Sem falar que a Austrália tem uma gigantesca riqueza mineral para exportar. No entanto, se a gente for ver profundamente não acho que a Austrália está tão melhor que o Brasil. Por exemplo, se compararmos as indústrias australianas e brasileiras, quase que empatam, e se analisarmos de Minas Gerais para baixo a certeza aumenta.

Para concluir, se o segmento for a agricultura, as forças se equivalem por outro motivo: enquanto o sistema agrícola brasileiro ainda é arcaico em muitas coisas, a Austrália é um país desértico, nem tem agricultura, lá se criam ovelhas. Mas como sempre, em qualquer lugar tem brasileiro. O maior criador de gado do mundo está na Austrália. É brasileiro!

 

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