Para início desse Ano de 2012 em que o planejar é preciso estas reflexões podem contribuir para o professor planejar e orientar seu trabalho em uma perspectiva de uma Filosofia para a Juventude.

Ricardo.

 

Pressupostos para o ensino de Filosofia

Dentre as circunstâncias ou fatos considerados como antecedentes necessários para o ensino de Filosofia pode ser citada “o próprio sentido histórico da atividade filosofia e, por esse motivo, enfatizar a competência da Filosofia para promover, sistematicamente, condições indispensáveis para a formação de cidadania plena.” (PCN p.83). Desse modo, o papel da Filosofia fica ampliado e pode-se, a partir de qualquer posição em que o educador se encontre, ajudar a pôr em andamento a cooperação entre as diferentes perspectivas teóricas e pedagógicas que compõem o universo escolar. Para isso, a Filosofia deve ser temática e, não ensinamento de correntes filosóficas.

A linha temática essencial para o início do trabalho filosófico com os adolescentes – sempre respeitado peculiaridades e novas sugestões dos próprios educandos – é a básica, abaixo relacionada:

 “I – o estudo situado como atitude de compreensão do mundo (a importância de ouvir e de falar, de ler e de escrever, estudar para encontrar-se mais a fundo com a realidade diretamente interessante etc.).

II – A Filosofia contextuada no estudo como atitude de reflexão crítica, mas também, ultrapassando esta última, como práxis transformadora.

 III – A relação entre Filosofia – Cultura – Ideologia. IV – A Filosofia frente ao mundo do trabalho (como também os desdobramentos deste tema que permitam ao jovem esclarecer para si mesmo as características do verdadeiro lazer, que não aliena ou subrai qualidade da vida cotidiana). V – O projeto filosófico como sendo um projeto antropológico global.

VI – A integração efetiva (não apenas retórica) da Filosofia com a História, a Literatura, com Artes e outras áreas afins.

Em meio a essa temática básica, o educador deverá buscar e perceber os problemas específicos que, no momento do trabalho filosófico, estejam convulsionando mais vivamente o espírito dos alunos, com o objetivo de contribuir para que o educando logre real compreensão de si, do contexto em que vive e do seu semelhante. A temática supracitada está em consonância com os valores tematicamente apresentados na Lei 9.394/96, conforme dispostos nos Incisos I e II do Art. 2º da RES. CNE/CEB Nº 3, de 26 de junho de 1998, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Os valores aí expostos partem do respeito ao bem comum e consciência social, democrática, solidária e tolerante, que permitem a identificação mais precisa da concepção da cidadania que queremos para nós e desejamos para outros. “Tais valores projetam um éthos que, embora se refira à totalidade do ser humano, deixa-se clarificar em três dimensões distintas: estética, ética e política”. (PCN, p.37). Outro importante pressuposto a ser considerado e o da necessidade do retorno da Filosofia ao Ensino Médio – responder aos apelos da comunidade jovem de agora.

 O que ensinar em Filosofia

 A organização da vida de estudo do aluno, oferecendo-lhe metodologia de trabalho. O instrumental permiti-lhe utilizar normas fundamentais do pensamento lógico, para desenvolver o raciocínio rigoroso, tanto filosófico quanto cientifico – o estudo como atitude de compreensão do mundo; – os pensamentos filosóficos enquanto atitude de Reflexões Crítica e Práxis transformadora. – Relação Filosofia – Cultura – Ideologia. – A Filosofia frente ao mundo do trabalho. – O entendimento crítico do mundo, tendo como subsídio o Estudo Histórico, o qual caracteriza as várias sociedades a partir do marco do capitalismo. – A reflexão do mundo do trabalho, analisando o contradição Homem objeto-Homem sujeito, portanto demonstrando a situação de alienação e desalienação, é respaldado pela História no momento em que se discute a Industrialização como avanço tecnológico radical da Sociedade. – A discussão da existência em vista do antropológico que recoloca o desafia de recuperar o Homem, num mundo marcado pela pluralidade ideológica e flagrantes contradições político-econômicas. – Corpo de conhecimentos Filosófico, apresentando-os simplificadamente, como moeda que possui duas faces: diversas dimensões e diversas perspectivas para tornar a leitura significativa. – Decodificar significados pelos quais construímos a vida em comum, recodificá-los, ressignificá-los para a construção de uma vida própria, que se constitui simbolicamente numa identidade própria (a qual, por sua vez, está sempre referida à dos outros). – O projeto da Modernidade que deu início a um processo de diferenciação cultural que logrou tornar autônomas três dimensões axiológicas-culturais: a ciência moderna, o direito natural nacional e as éticas profanas baseadas em princípios e a arte autônoma e a crítica de arte institucionalizada. – Contextualização dos conhecimentos filosóficos, interpretados, ao mesmo tempo, na perspectiva de seu autor e no contexto de origem desse pensamento. 

 

Metodologias e técnicas de leituras, análise e fichamento de textos à disposição e estimular a prática da pesquisa bibliográfica para o desenvolvimento da escrita. – Debate de idéias de modo sistemático, com todos alunos e professor, em igualdade de condições.

 

É necessário que o professor compreenda que no desenvolver das temáticas, a filosofia discuta os temas-problemas significativos do existir do jovem.

 

Competências e habilidades a serem desenvolvidas em Filosofia

As competência e habilidades abaixo relacionadas foram extraídas, na íntegra, da pág. 125 dos PCN’s – Ensino Médio.

Representação e Comunicação · Ler textos filosóficos de modo significativo.· Ler, de modo filosófico, textos de diferentes estruturas e registros.· Elaborar por escrito o que foi apropriado de modo reflexivo.· Debater, tomando uma posição, defendendo-a argumentativamente e mudando de posição face a argumentos mais consistentes. Investigação e compreensão · Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e de modo discursivos nas Ciências Naturais e Humanas, nas Artes e em outras produções culturais. Contextualização sociocultural · Contextualizar conhecimentos filosóficos, tanto no plano de sua origem específica, quanto em outros planos: o pessoal-biográfico; o entorno sócio-político, histórico e cultural; o horizonte da sociedade científico-tecnológica.

 

Fonte:http://filosofialimite.blogspot.com/2009/09/filosofia-e-sociologia-no-ensino-medio.html

 

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