Caros amigos:

Compartilho essa reflexão sobre o Planejamento, quando na próxima semana estaremos  refletindo para agir através de ações para o ano de 2012. Considero muito oportuna essa abordagem de modo simples e pontual ajuda a pensar sobre  a necessidade de um bom planejamento para alcançarmos os nossos objetivos, entre eles:  “UMA EDUCAÇÃO REFLEXIVA E DE QUALIDADE”.

O PLANEJAMENTO

 

O planejamento faz parte da história da humanidade porque mulheres e homens sempre quiseram transformar suas idéias em realidade e isso sempre exigiu planejamento. Todos os dias enfrentamos inúmeras situações que demandam algum tipo de planejamento. Até mesmo um simples passeio envolve planejar: quanto dinheiro pretendo gastar, qual o tempo que disponho, como chegarei ao lugar escolhido, levarei que tipo de lanche, quem convidarei para ir junto e outras questões mais. Como nossas ações diárias vão se transformando em fatos rotineiros, nem nos damos conta dos diferentes planejamentos que estão embutidos nelas. Diferentemente, para realizar as atividades que fogem do dia-a-dia, precisamos pensar e estabelecer uma forma para chegar ao que desejamos. É impossível considerar todos os tipos e níveis de planejamento que são necessários às ações que realizamos. Por tudo isso, o planejamento sempre foi um instrumento importante, em qualquer setor da vida em sociedade: no governo, na empresa, no comércio, em casa, na igreja, na escola, em qualquer outro lugar.

INTRODUÇÃO

 

Com o planejamento podemos definir o que queremos a curto, médio ou longo prazo. Isto significa, que tanto podemos traçar planos para a noite de hoje como para a compra de uma casa, no futuro. Além disso, o planejamento nos leva a prever situações, organizar atividades, dividir tarefas para facilitar o trabalho e até avaliar o que já foi feito. Homens e mulheres fizeram planos desde que se descobriram com capacidade de pensar antes de agir. A arqueologia nos mostra desenhos indicando como seriam feitas construções que exigiam tarefas complicadas ou a presença de muita gente na sua execução. Com o crescimento do comércio, no início do capitalismo, a administração das riquezas exigiram novas formas de conduta. O aumento da concorrência entre os comerciantes tornou necessário o saber prever, antecipar situações, projetar novos negócios. Com a industrialização cresceu a produtividade. Tornaram necessárias as previsões das matérias primas, as funções dos operários, os salários, o comportamento dos mercados. A organização racional das empresas chegou à análise das relações entre os trabalhadores. Mais uma vez, o planejamento entrou em cena. Com a industrialização surgiu, também, o planejamento das vendas. No começo do século XX, o planejamento atingiu todos os setores da sociedade causando grande impacto. Como vimos, o planejamento é uma arte que se desenvolveu para melhorar a capacidade de intervenção das pessoas na sua realidade. Na educação não é diferente. Nela o planejamento busca a intervenção mais eficiente do(a) professor(a), organizando melhor os recursos disponíveis: o tempo do(a) professor(a) e dos alunos, o espaço físico, os materiais pedagógicos disponíveis, a experiência dos alunos etc.

VAMOS CONHECER UM POUCO DA HISTÓRIA

DO PLANEJAMENTO

 

Hoje em dia, a palavra PLANEJAMENTO faz parte do nosso vocabulário diário e ocupa um lugar de destaque nos meios de comunicação. Podemos dizer que uma ação planejada é uma ação que não foi improvisada. Mesmo assim, sabemos que os improvisos não ficam totalmente afastados porque fazem parte da vida e são esperados em qualquer planejamento. Entretanto, deixamos de improvisar, ou improvisamos menos, quando temos um objetivo em vista e queremos que ele se realize. Quando não sabemos bem aonde queremos chegar, acabamos nos limitando ao momento presente e nos deixamos levar pela improvisação. Mas existem situações onde as improvisações se tornam mais raras. São

situações onde:

  • há várias pessoas participando da ação, todas elas comprometidas com os objetivos comuns e os recursos para a realização dos objetivos são pequenos.

Nessas situações usamos os meios disponíveis da forma mais eficiente possível.

Isso exige saber o que é fundamental e que não pode ficar para depois. No relato que segue, a professora Rita de Cássia descreve uma situação de improvisação que, no final, ela considerou como acertada. Provavelmente, isso só foi possível porque Rita não se afastou de seu principal objetivo que era tornar os alunos alfabetizados.

PLANEJAR  X  IMPROVISAR

 

“Ontem foi o dia do improviso. Mas o resultado foi muito bom. Será que foi só improviso? Nem tanto, por que foi uma oportunidade de usar muitos dos nossos conhecimentos e tentar chegar a outros. Estava começando a aula, quando “Seu”

Antoninho foi até a janela e chamou a minha atenção para umas placas grandes que haviam fincado num terreno, bem na frente da nossa sala. Foi a conta. Todos queriam saber o que as placas diziam. Cada um imaginava que era uma coisa diferente. Pediam que eu lesse para eles. Tive, então, uma idéia. Saímos do prédio para juntos ler as placas. Cada um foi destacando o que conseguia ler, no meio de tanto escrito. ‘Ali tem o número 2’, ‘aqueles parecem número de telefone’, ‘olha, lá está escrito RUA, porque eu li’. Quem sabia mais e eu fomos ajudando até que lemos tudo. A placa anunciava a construção de dois prédios de três andares, com apartamentos de 2 dormitórios. Dizia que a obra ia levar 18 meses para ficar pronta e que as vendas já haviam começado. Voltamos para a sala contentes porque “Seu” Antoninho disse que a construção ia ser uma coisa boa, ia dar emprego para pedreiros e ajudantes e a sala está cheia de alunos com parentes

procurando serviço. Mas, disse também, que o apartamento ia ser coisa cara e que nenhum deles nunca ia ter dinheiro para comprar um. O assunto da moradia foi tema de muitos comentários. Com a questão da moradia, ainda na cabeça, decidimos que cada um escreveria o seu endereço, bem completo: rua, bairro ou vila, cidade. Fiquei a disposição para ajudar nessa escrita.” Rita de Cássia Almeida.

 

A aula contada por Rita nos confirma que quando a professora tem clareza em relação a seus objetivos consegue superar as deficiências da improvisação. A professora conseguiu criar uma situação de leitura e de escrita bem diferente naquela noite de aula. E, o mais interessante: envolveu os alunos.

Consultando o dicionário encontramos:

Planejamento – Ato ou efeito de planejar. Trabalho de preparação para qualquer empreendimento, segundo roteiro e métodos determinados. (Dicionário Aurélio)

 

PLANEJAMENTO – O QUE DIZ ESTA PALAVRA?

 

Planejamento – Serviço de preparação de um trabalho, de uma tarefa, com o estabelecimento de métodos convenientes; planificação. Determinação de um conjunto de procedimentos, de ações, visando à realização de determinado projeto. (Dicionário Houaiss)

Num sentido amplo, planejamento é um processo que visa dar respostas a um problema, estabelecendo fins e meios que apontem para sua resolução, de modo a atingir objetivos antes previstos, pensando e prevendo necessariamente o futuro, mas considerando as condições do presente, as experiências do passado e os diferentes aspectos da realidade. Desta forma,planejar e avaliar andam de mãos dadas. Na escola existem diferentes planejamentos que devem se articular em torno dos mesmos princípios e da mesma visão de conhecimento. É a proposta geral das aprendizagens que serão desenvolvidas. Funciona como a espinha dorsal da escola. O planejamento curricular envolve os fundamentos das área que serão estudadas, a proposta metodológica escolhida e a forma como se dará a avaliação. É o projeto integral da escola. Envolve os aspectos pedagógicos, comunitários e administrativos. Em função da sua grande importância, voltaremos a ele mais adiante. Existem outros termos que se referem ao planejamento.

Vamos acrescentá-los:

Plano: um documento utilizado para o registro de decisões, como o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com quem fazer. Todo plano começa pela discussão sobre os fins e objetivos do que se pretende realizar. Na educação, ele apresenta de forma organizada as decisões tomadas em torno das práticas educativas que serão desenvolvidas. O plano é produto do planejamento e funciona como guia do(a) professor(a). Como acompanha uma prática, está sempre sujeito a modificações.

Há diferentes planos na educação

 

Plano Nacional de Educação: nele se reflete a política educacional de um povo, num determinado momento da história do país. É o de maior abrangência porque interfere nos planejamentos feitos no nível nacional, estadual e municipal.

Plano de Curso: é a organização do conjunto de matérias que vão ser ensinadas e desenvolvidas durante o período de duração de um curso. O plano sistematiza a proposta geral de trabalho do professor.

Plano de Ensino: o plano de disciplinas, de unidades e experiências propostas pela escola, professores, alunos ou pela comunidade. Ele é mais específico e concreto em relação aos outros planos.

Plano de Aula: é o plano mais próximo da prática do professor e da sala de aula. Refere-se totalmente ao aspecto didático.

Projeto: a palavra projeto significa ir para a frente. O projeto traz a idéia de movimento. No projeto são registradas as decisões das propostas futuras. Como tudo que envolve mudança, projetar significa sair de uma situação conhecida para

buscar uma outra.

Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/eja_caderno4.pdf&gt;. Acesso em: 26 fev. 2012.

Linda Semana a Todos e bom trabalho!

Ricardo.

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