Filosofia

 

É fato que a sua presença no universo escolar é determinante na formação e aquisição dos valores da cidadania, ética, cultura, conhecimentos, entre outros, pelos alunos. Desse modo, insere os estudantes de maneira consciente no seu contexto social, político, econômico, etc. Todavia, diante desse processo de ensino aprendizagens, além de ser ministrado pelos educadores, aquele está alicerçado nos saberes produzidos pelas ciências, entre elas a Ciências Humanas. Nesta, destaca-se o papel da filosofia.

No senso comum, a filosofia é uma disciplina que não contribui em nada para a formação dos seres humanos, e aqueles que dela se apropriam, entram em estado de devaneios, fora do “real”. Essas leituras se fazem presentes, uma vez que, os próprios alunos elaboram indagações, a saber: O que é filosofia? Qual a função do ensino de filosofia nos atuais formatos curriculares? Como o professor de filosofia vê sua presença na sala de aula? Entre outras. Posto estas, a postura da disciplina filosofia é propor reflexões que permitam compreender melhor as relações histórico-sociais, filosófica culturais, como também o exercitar a democracia, denúncia social, a participação política, desenvolvimento do senso crítico, entre outras, com a finalidade de inserir o estudante no universo subjetivo (este resultado da construção social) das representações simbólicas e paralelamente, a leitura, interpretação e reflexão sobre as perspectivas de pertencimento e de responsabilidade por si mesmo e pelos outros, como também pela natureza.

É neste âmbito que a figura do professor é necessária e importantíssima, no momento em que, por meio da intervenção no processo ensino aprendizagem, e ao criar situações problematizadoras, introduzir novas informações e conhecimentos, dando e criando condições para que o estudante tome decisões, solucione problemas e sofistique sua compreensão da realidade; em outros termos, vê e trata o aluno como sujeito independente que atua ativamente ao ter contato com o conteúdo escolar, transmitido pelo docente.

Reflexões sobre o currículo escolar

Há vários tipos de currículo: oficial, oculto e o real, como também discussões sobre os conhecimentos escolares, sobre os procedimentos e relações sociais, todos, em um contexto no qual os conhecimentos ensinam e aprendem e sobre as identidades que se pretende construir. Assim, o papel do docente é determinante pois, ele participa da construção dos currículos que se cristalizam nas salas de aula, possibilitando a inclusão de todos ao acesso aos bens culturais e ao conhecimento. Cabe atentar que, não é qualquer proposta curricular ou qualquer interação em sala de aula que promove o ensino aprendizagem, pois toda atividade necessita apresentar uma intenção clara, ou seja, o objetivo a ser ensinado, apreendido e contextualizado precisa estar explicito para o docente e para o aluno.

No contexto posto, podemos afirmar que, segundo Candau & Moreira (2007, p.28 – apud Silva/1999b)

“(…) O currículo representa um conjunto de práticas que propiciam a produção, a circulação e o consumo de significados no espaço social que contribuem, intensamente, para a construção de identidades sociais e culturais. O currículo é, por consequência, um dispositivo de grande efeito no processo de construção da identidade do (a) estudante”.

Desse modo, o currículo escolar compõe-se em um conjunto de saberes e atividades humanas, onde capacidades e habilidades a serem desenvolvidas com os alunos caminham juntas para a formação e ressignificação de conhecimentos que darão suporte para tomadas de decisão e solução de problemas na vida cotidiana do sujeito.

O planejamento da disciplina filosofia é um processo de racionalização, organização, sistematização e coordenação do corpo docente, articulando a atividade escolar com o contexto social do aluno. Para isso, temos o cuidado de selecionar conceitos, teorias, métodos, conteúdos, processo histórico, político e filosófico, habilidades e competências que vão ao encontro das necessidades de ensino aprendizagem do estudante.

Parte dessa seleção encontra-se descrita no currículo oficial, como também nos materiais didáticos encaminhados às escolas.

A ação de planejar não se reduz apenas a consulta do currículo oficial, mas também a de outros documentos escolares (PCN, planos de ensino, diários de classe, avaliação final do ano letivo, entre outros) é o que de fato os alunos estudaram e aprenderam nos anos/séries anteriores, isto é, as situações didáticas concretas, imbuídas no currículo real. O currículo formal prima por apresentar conteúdos, habilidades e competências, contudo, nossa experiência e atuação em sala de aula assinalam para o fato de que as situações de aprendizagem não se dão de forma homogênea, passiva e singular em todas as escolas, anos e turmas, daí a atuação do professor reflexivo ao conhecer sua classe e sua turma e apropriar-se do conteúdo do currículo e dos materiais didáticos de acordo com a realidade dos alunos.

Os conteúdos da disciplina filosofia estão distribuídos ao longo de cada bimestre, sendo assim, para dar continuidade a coesão e coerência do trabalho docente com foco nas competências e habilidades, e na aprendizagem dos alunos, tenham um link com o bimestre posterior. Sabemos que há diferentes contextos e ritmos de aprendizagem em salas de aula que conduzem a outras situações não esperadas. Aqui cabe ao docente reflexivo, com a sua experiência e bom senso, replanejar seu trabalho didático frente às novas situações que aparecem no decorrer das aulas.

Enfim, o planejamento de aulas com base no currículo, deve apresentar objetivos específicos, conteúdos e procedimentos metodológicos. Aquele deve ser visto como uma oportunidade de reflexão e avaliação da sua prática docente.

FONTE: COORDENADORIA DE GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO CURRICULAR E DE GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA

CENTRO DE ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS, ENSINO MÉDIO E EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

PLANEJAMENTO ESCOLAR 2012

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